


A Ordem dos Químicos de Angola (OQA) realizou, no dia 30 de abril de 2026, na Mediateca do Zé Du, município do Cazenga, em Luanda, a sua II Assembleia Geral, um marco importante na consolidação institucional e na avaliação do percurso da organização.
O evento reuniu membros do Conselho Nacional, Conselhos Provinciais, convidados e profissionais da área, com o objetivo de apresentar o balanço do I mandato (2022–2025), refletir sobre as atividades desenvolvidas e traçar perspectivas para o futuro da Ordem.
De acordo com o programa oficial da Assembleia , a sessão contou com momentos formais e culturais, incluindo a aprovação de documentos estruturantes, a apresentação e análise do relatório do Conselho Nacional, bem como intervenções institucionais que enriqueceram o debate sobre o papel da Química no desenvolvimento de Angola.
Balanço do I Mandato
Durante o mandato 2022–2025, a OQA registou avanços significativos, apesar de desafios estruturais e organizacionais. Entre as principais realizações destacam-se:
Constituição e dinamização dos Conselhos Provinciais, reforçando a presença institucional a nível nacional;
Legalização e estruturação administrativa da Ordem, incluindo a obtenção do Número de Identificação Fiscal (NIF) e abertura de conta bancária;
Desenvolvimento de iniciativas científicas e académicas, como o I Congresso de Química na província da Huíla e workshops temáticos em Luanda;
Emissão das primeiras carteiras profissionais, marcando um passo importante na regulamentação da profissão;
Estabelecimento de parcerias institucionais com entidades públicas, académicas e empresas do sector;
Representação da OQA em fóruns nacionais e internacionais, incluindo ligações com redes científicas globais.
Segundo o relatório apresentado , a Ordem conta atualmente com mais de 500 membros inscritos, distribuídos por diversas províncias, refletindo o crescimento gradual da organização.
Desafios e perspectivas
Apesar dos progressos alcançados, o mandato foi igualmente marcado por desafios relevantes, como limitações financeiras, dificuldades na mobilização de membros, ausência de uma sede própria e constrangimentos no processo de reconhecimento institucional.
Ainda assim, a Direção cessante destacou que foram lançadas bases sólidas para o crescimento sustentável da Ordem, com destaque para a expansão territorial, incluindo a criação do núcleo do Bengo e iniciativas em outras províncias.
Compromisso com o futuro
A II Assembleia Geral constituiu um momento de reflexão e reafirmação do compromisso coletivo com o fortalecimento da OQA.
Durante o encerramento, foi enfatizada a necessidade de maior engajamento dos membros, regularização das quotas e valorização contínua da classe profissional, como elementos fundamentais para o desenvolvimento da Química em Angola.
A Ordem dos Químicos de Angola reafirma, assim, o seu compromisso com a promoção da ciência, a valorização dos seus profissionais e a contribuição ativa para o desenvolvimento sustentável do país.

